★ Sexta-feira, Dezembro 31, 2004 ★
Feliz 2005!
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que deu o nome de ano, foi um indivíduo genial! Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente".
(Carlos Drummond de Andrade)
Acabou!!!! Ainda bem!!!!! E que venha o próximo ano... com muito mais paz!!!!!
Feliz ano novo pra todo mundo!!!!!!
PS.: Postagens suspensas por tempo indeterminado!
Publicado por Giselle, 2:45 PM
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★ Sábado, Dezembro 25, 2004 ★
Ho ho ho
Não gosto muito de Natal, acho muito mais triste do que feliz!!!!!!
Mas, apesar de não gostar da data, acredito em papai noel... não que ele seja velhinho, tenha barbas brancas e more na Polônia... na minha concepção, papai noel é toda aquela pessoa que promove o bem, especialmente no Natal, organiza e participa de campanhas, entre outras coisas, já que elas renovam dentro de algumas pessoas a esperança de dias melhores!!!!!
Embora tenha meus motivos pra não gostar dessa data, saber que no Natal algumas pessoas têm a oportunidade de estar com pessoas que amam, faz com que eu não torça com tanta intensidade para que chegue logo o dia 26...
Espero que vcs tenham tido um bom dia e que partam para 2005 com a fé e esperança de que será um ano com muita PAZ, AMOR e SAÚDE!!!!
Carpe Dien!!!!!
Publicado por Giselle, 6:28 PM
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★ Sexta-feira, Dezembro 24, 2004 ★
Silêncio
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.
É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.
A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.
Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.
Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.
O coração bate ao reconhecê-lo.
Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.
Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.
Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.
Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssimos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.
Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio, mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.
Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.
(Clarice Lispector)
Publicado por Giselle, 7:22 PM
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★ Terça-feira, Dezembro 21, 2004 ★
Farsa!!!!
Eu não sou uma pessoa que se irrita com qualquer coisa, mas as coisas que me irritam o fazem profundamente!!!!!
E eu simplesmente odeio, abomino a atitude daquelas pessoas que defendem alguns princípios (ou sei lá, “causas”) com unhas e dentes e agem de maneira completamente diferente dos mesmos!!!!!
Acho muito mais digna de qq confiança e caráter aquelas pessoas que aprontam, aprontam e aprontam e admitem o que fazem, do que aquelas que se fingem de boas samaritanas e que por trás descascam seja você ou seja qq um!!!!!
Eu sei que não sou santa, mas admito as besteiras que faço por aí! Não fico fingindo ser isso ou aquilo pra impressionar ninguém, não!
É isso aí!!! Fuix!!!
Publicado por Giselle, 10:32 PM
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★ Sábado, Dezembro 18, 2004 ★
O fim está próximo!!!!
"Nossa percepção de passagem de tempo é algo incrivelmente relativo. Quando estamos felizes, o tempo 'voa', deixando-nos com a sensação de que dias se converteram em poucos minutos. Porém, quando sofremos, os ponteiros do relógio se arrastam pesadamente, como se quisessem prolongar nossa dor. Nestes momentos, as horas se transformam em uma eterna tortura, um martírio sem fim."
(Cinema em Cena - crítica do filme "As Horas")
Finalmente esse ano está quase perto do fim.
Nesse momento faltam apenas 13 dias, 02 horas, 02 minutos e 23 segundos!
PS. I: Os links saíram dessa forma pq estava dando erro e não estava postando da forma correta... como estou com pressa e sem paciência, vão ficar assim mesmo! Mas, se alguém quiser acertar pra mim, eu nem vou ligar! *rs*
PS. II:Bom, já tentei mais 17 vezes... os links vão continuar do jeito que estão!! Perdi a paciência total agora!!!
Publicado por Giselle, 7:32 PM
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★ Quinta-feira, Dezembro 16, 2004 ★
Formatura!!!!!!!
Hoje faz um ano que me formei. Exatamente aos 16 de dezembro de 2003, eu colei grau no curso de Direito da Universidade de Vila Velha-ES!
Um sonho concretizado, um curso superior terminado e muito conhecimento adquirido... mas eu sou movida por algumas paixões e uma delas está indo de encontro justamente com o curso no qual me formei! Nesse exato momento, um ano depois da colação de grau, tenho mais um dilema na minha vida para resolver: a solenidade na qual pegarei minha carteira da OAB foi marcada. Só que é no mesmo dia em que estarei prestando vestibular (2ª fase para o curso de Ed. Física na Ufes) e os horários coincidirão! De um lado um objetivo e de outro um sonho... Como deixar uma paixão falar mais alto diante de uma outra? Não que eu ame a exercício da advocacia, mas eu amo o Direito e ter ultrapassado uma barreira, que foi a prova da OAB, faz parte de tudo isso.
Ainda não resolvi o que vou fazer! Ver o que é mais importante e deixá-lo pesar? Seria injusto... mas, vou ter que fazer uma escolha!
De qq forma, hoje é uma data super especial pra mim e para compartilhá-la com os que passam por aqui, vou postar o juramento que eu faria na minha colação de grau, escrito por mim, que por algumas imposições "burocráticas" da faculdade não pôde ser jurado. Esse é o juramento que consta no meu convite e o qual eu e todos os meus colegas de sala nos propusemos seguir no decorrer de nossas carreiras:
Prometo não jurar, não é preciso e não faz sentido jurar quando isso se torna um ato isolado. Não quero cair na utopia das palavras, pois minha causa é maior que um pensamento. Prometo não jurar, e sim, agir. E pelos meus atos serei julgado. Prometo, também, acreditar no homem como um ser individual, social e político, com seus valores humanos, e na capacidade das minhas realizações e na interação com as realizações do outro, para que o objetivo do meu trabalho seja não só uma simples idéia, mas uma força viva, com um sentido mais social e mais justo.
Publicado por Giselle, 6:47 PM
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★ Segunda-feira, Dezembro 13, 2004 ★
O albatroz
Às vezes, por prazer, os homens de equipagem
Pegam um albatroz, enorme ave marinha,
Que segue, companheiro indolente de viagem,
O navio que sobre os abismos caminha.
Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas,
Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado,
Deixa doridamente as grandes e alvas asas
Como remos cair e arrastar-se a seu lado.
Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo!
Ave tão bela, como está cômica e feia!
Um o irrita chegando ao seu bico um cachimbo,
Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia!
O Poeta é semelhante ao príncipe da altura
Que busca a tempestade e ri da flecha no ar;
Exilado no chão, em meio à corja impura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
(Charles Baudelaire - 09/04/1821-31/08/1867 - tradução Guilherme de Almeida)
Publicado por Giselle, 1:35 AM
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★ Sábado, Dezembro 11, 2004 ★
Rodízio "cisivo" (ai, essa foi péssima!!!)
Alguém saberia me explicar pq o meu ciso insiste em nascer à prestações? Nasce um pouco a cada 04 meses!!!!!! Regularmente!!!!!
E fazendo rodízio!!!!!!!!... Primeiro o do lado esquerdo superior, depois o do lado direito superior, em seguida os inferiores esquerdo e direito... como diz uma amiga minha: ainda por cima são ensinados!!!! Eu devo merecer!
E se não bastasse... a dor tá refletindo na garganta, que tá doendo pacas!!!! Affe!!!!
Mas isso daí deve ser gripe, afinal de contas, ter ficado sem gripar de junho à novembro foi algo na minha vida! Sabia que em seguida viria chumbo grosso!!!!
Isso tudo tem o lado bom: minhas gripes só são 100% curadas com cachaça!!!! Vou ser obrigada a tomar um porre!!!! hehehehe
Publicado por Giselle, 1:15 AM
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★ Quinta-feira, Dezembro 09, 2004 ★
...
"De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é."
(Clarice Lispector)
Publicado por Giselle, 1:49 AM
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★ Quarta-feira, Dezembro 08, 2004 ★
Definitivamente: eu não quero virar gente grande!

Quando eu era mais nova vivia “preparando” momentos em que eu me tornaria adulta, responsável... geralmente eram acompanhados por um passeio no shopping com minha melhor amiga, onde a gente comprava (na época em que 10 reais dava pra lanche do MC Donald´s, cinema, passagem de ida e volta de ônibus e sobrava troco para o sorvete) sabonetes, cremes, shampoos, o que “teoricamente” representava nossa independência, já que esses itens geralmente fazem parte da compra de mês da família... o combinado era que a partir daquele dia deixaríamos de ser criança. “Obóvio” que isso de nada adiantava... as tentativas de virar gente grande esbarravam na vontade de brincar de boneca, de “escolinha”, de “novelinha” (êta criatividade) ou até mesmo no “Grupo Arrepio” (se alguém me sacanear por causa disso tá ferrado!), fora que a grana a gente gastava em porcarias e não nesse nosso plano “mirabolante” ...
Só que de repente, sem eu perceber, aconteceu... e agora, eu me pego pensando como seria bom se pudesse voltar a viver aqueles velhos e bons tempos, “onde eu era feliz e não sabia”... hoje, a independência bate à minha porta pedindo desesperadamente pra entrar, a responsabilidade me acompanha a cada ato e milhares de dúvidas norteiam meus pensamentos, sendo que o que eu mais queria era poder me livrar disso tudo e voltar a viver a “vidinha” que eu levava quando não tinha que me preocupar com nada disso!
Ah! A bagunça no quarto da menina da foto é mera coincidência! *rs*
Publicado por Giselle, 2:53 AM
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★ Segunda-feira, Dezembro 06, 2004 ★
Vox populi
"Compensando a anatomia, o povo fala sem ter dó
São dois olhos, dois ouvidos, mas a boca é uma só
E fala, o povo fala mesmo
O povo fala
E o povo fala mesmo"
(Ana Carolina)
Publicado por Giselle, 2:34 AM
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★ Quarta-feira, Dezembro 01, 2004 ★
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"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."
Fiodor Mikhailovitch Dostoievski
(30/10/1821-28/1/1881)
Publicado por Giselle, 11:23 PM
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